O tempo
não para, e 2026 já emplacou, retomando a sua rotina normal após os excessos
das festas de fim de ano e passados os primeiros quinze dias. Seguimos sempre
na esperança de que um ano seja melhor do que o outro e acabamos prometendo
muitas coisas que, muitas vezes, não conseguimos cumprir — e assim segue a
vida.
Normalmente,
uma dessas promessas refere-se à organização financeira: não gastar por
impulso, guardar dinheiro, sair das dívidas, investir melhor, aumentar a renda.
O problema é que, sem planejamento e conhecimento, essas metas acabam ficando
apenas no papel. O que é muito errado porque o início do ano tem as famigeradas
despesas de quase ninguém escapa: IPVA, IPTU...
Pois bem,
há algum tempo eu havia prometido falar um pouco sobre educação financeira,
principalmente depois que me aposentei e vi minha renda diminuir, enquanto as
despesas continuaram as mesmas. Tive que mudar radicalmente minha maneira de
pensar sobre o dinheiro e repensar meu estilo de vida. Então, vamos a isso.
Comecemos
pelas finanças. Muitas pessoas acham que o termo se refere apenas a aprender a
economizar dinheiro, mas ele vai muito além disso. Trata-se de entender como o
dinheiro funciona em nossa vida: quanto se ganha e os gastos mensais, saber poupar
e investir de forma consciente, alinhando-o aos nossos objetivos pessoais e
familiares.
O primeiro
passo é conhecer a própria realidade financeira — tarefa difícil para muita
gente, pois muitos não sabem exatamente quanto ganham nem quanto gastam. Anotar
todas as despesas, das maiores às menores, é fundamental: compras no
supermercado, abastecimento do carro, o sorvete do fim de tarde, o cafezinho na
padaria, o estacionamento do shopping… Tudo deve ser registrado.
É preciso
ser realista. O ideal é dividir a renda entre despesas fixas e variáveis.
Despesas fixas: parcela do carro, condomínio, água, luz, telefone, internet…
Despesas variáveis: academia, supermercado, restaurantes, serviços por
assinatura, salão de beleza…
Aqui, para
muitas pessoas, essa classificação pode gerar divergências. Entendo que
despesas fixas são aquelas das quais não temos como abrir mão. Não dá para
ficar sem água, luz, internet etc. Claro que é possível economizar nesses itens
— reduzir o uso do ar-condicionado, tomar banhos mais rápidos, mudar o plano de
internet —, mas não há como eliminá-los completamente, pois são essenciais.
Já as
despesas variáveis recebem esse nome porque as necessidades mudam de pessoa
para pessoa. Há quem não viva sem academia, enquanto outros preferem caminhadas
ou seguir um programa de exercícios pela internet. No entanto, é possível
reduzir gastos como comer em restaurantes todos os dias, cancelar aquela
assinatura de streaming que quase não é usada ou diminuir a frequência ao salão
de beleza, optando por cuidados em casa, como manter os cabelos mais naturais
ou retocar as unhas sabendo a cor o esmalte preferido.
Quanto ao
supermercado, que tal repensar marcas muito caras e experimentar opções mais
acessíveis ou produtos novos que você nunca ousou comprar? Ou ainda, adquirir
apenas o que é realmente necessário, evitando estocar itens que demoram a ser
consumidos ou acabam vencendo no armário da despensa?
São apenas
alguns exemplos, mas repensar a forma como lidamos com o dinheiro pode fazer
uma grande diferença no nosso dia a dia e no nosso futuro.
Até a próxima!
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