quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

O tempo não para

 

O tempo não para, e 2026 já emplacou, retomando a sua rotina normal após os excessos das festas de fim de ano e passados os primeiros quinze dias. Seguimos sempre na esperança de que um ano seja melhor do que o outro e acabamos prometendo muitas coisas que, muitas vezes, não conseguimos cumprir — e assim segue a vida.

Normalmente, uma dessas promessas refere-se à organização financeira: não gastar por impulso, guardar dinheiro, sair das dívidas, investir melhor, aumentar a renda. O problema é que, sem planejamento e conhecimento, essas metas acabam ficando apenas no papel. O que é muito errado porque o início do ano tem as famigeradas despesas de quase ninguém escapa: IPVA, IPTU...

Pois bem, há algum tempo eu havia prometido falar um pouco sobre educação financeira, principalmente depois que me aposentei e vi minha renda diminuir, enquanto as despesas continuaram as mesmas. Tive que mudar radicalmente minha maneira de pensar sobre o dinheiro e repensar meu estilo de vida. Então, vamos a isso.

Comecemos pelas finanças. Muitas pessoas acham que o termo se refere apenas a aprender a economizar dinheiro, mas ele vai muito além disso. Trata-se de entender como o dinheiro funciona em nossa vida: quanto se ganha e os gastos mensais, saber poupar e investir de forma consciente, alinhando-o aos nossos objetivos pessoais e familiares.

O primeiro passo é conhecer a própria realidade financeira — tarefa difícil para muita gente, pois muitos não sabem exatamente quanto ganham nem quanto gastam. Anotar todas as despesas, das maiores às menores, é fundamental: compras no supermercado, abastecimento do carro, o sorvete do fim de tarde, o cafezinho na padaria, o estacionamento do shopping… Tudo deve ser registrado.

É preciso ser realista. O ideal é dividir a renda entre despesas fixas e variáveis.
Despesas fixas: parcela do carro, condomínio, água, luz, telefone, internet…
Despesas variáveis: academia, supermercado, restaurantes, serviços por assinatura, salão de beleza…

Aqui, para muitas pessoas, essa classificação pode gerar divergências. Entendo que despesas fixas são aquelas das quais não temos como abrir mão. Não dá para ficar sem água, luz, internet etc. Claro que é possível economizar nesses itens — reduzir o uso do ar-condicionado, tomar banhos mais rápidos, mudar o plano de internet —, mas não há como eliminá-los completamente, pois são essenciais.

Já as despesas variáveis recebem esse nome porque as necessidades mudam de pessoa para pessoa. Há quem não viva sem academia, enquanto outros preferem caminhadas ou seguir um programa de exercícios pela internet. No entanto, é possível reduzir gastos como comer em restaurantes todos os dias, cancelar aquela assinatura de streaming que quase não é usada ou diminuir a frequência ao salão de beleza, optando por cuidados em casa, como manter os cabelos mais naturais ou retocar as unhas sabendo a cor o esmalte preferido.

Quanto ao supermercado, que tal repensar marcas muito caras e experimentar opções mais acessíveis ou produtos novos que você nunca ousou comprar? Ou ainda, adquirir apenas o que é realmente necessário, evitando estocar itens que demoram a ser consumidos ou acabam vencendo no armário da despensa?

São apenas alguns exemplos, mas repensar a forma como lidamos com o dinheiro pode fazer uma grande diferença no nosso dia a dia e no nosso futuro.

Até a próxima!

O tempo não para

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