quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Um conto de Ano-Novo

            

 

Era o último dia do ano, e aquele trinta e um de dezembro estava diferente: Silvia passava a data longe de sua mãe, internada na UTI após um AVC. Com o coração apertado, foi ao hospital, sentindo-se impotente diante da dor e da incerteza.

Ao ver a mãe entubada, pediu em silêncio por forças. Sem saber rezar, entrou na capela do hospital, ajoelhou-se diante do altar e, com fé sincera, suplicou a Deus pela cura daquela mulher que lhe dera a vida.

Ao sair, viu as luzes piscarem, coloridas e intensas. Assustada, mas cheia de esperança, foi para casa e dormiu. Sonhou com um anjo colocando sua mãe de pé.

No dia seguinte, recebeu a notícia inesperada: a mãe havia deixado a UTI e estava no quarto, consciente e sem sequelas. O médico chamou aquilo de milagre.

Silvia entendeu, então, que a fé pode nascer até nos momentos mais difíceis. Aprendeu a valorizar o amor e a presença de quem se ama. Desde aquele dia, passou a dizer diariamente o quanto a mãe era importante para ela.

Nesta minha última publicação do ano, deixo a seguinte mensagem:

Que o novo ano nos ensine a ter mais fé, gratidão e amor. Que saibamos valorizar as pessoas enquanto ainda estão ao nosso lado e que nunca deixemos para amanhã o que podemos dizer hoje: eu te amo.

Feliz Ano Novo!

 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Um conto de Natal

 A proximidade do Natal me fez lembrar de um conto que publiquei há alguns anos em um jornal do Distrito do Ouro Verde. Compartilho com vocês uma síntese dele.

“Era véspera de Natal, e o ano havia sido duro. À mesa simples, eu e meus pais — meus heróis — partilhávamos uma ceia modesta que, para mim, era a melhor do mundo. Ali havia mais que comida: havia afeto.

Como fazia todos os anos, coloquei meu sapatinho na janela e pedi ao Papai Noel uma boneca grande, tão grande quanto os meus sonhos. Pedi também perdão pelas travessuras e prometi ser melhor.

Acordei cedo, guiada pela ansiedade infantil. Em silêncio, fui até a janela. O sapato estava vazio. Olhei ao redor, procurei no chão, no alto, e nada encontrei. As lágrimas vieram, silenciosas. Será que eu não tinha sido boa o bastante?

Voltei para a cama com o coração apertado e ali adormeci. Ao despertar, vi meus pais ao meu lado. Antes que eu dissesse qualquer coisa, o choro me tomou novamente.

Então ouvi palavras que aqueceram minha alma:
— Este ano o presente precisava ser entregue em mãos.

Recebi a boneca mais linda que já vi e, junto com ela, uma verdade que só o amor revela: o Papai Noel sempre teve o rosto dos meus pais.

Naquele Natal, perdi uma lenda, mas ganhei algo maior — a certeza de ser muito amada.”

Que neste Natal possamos reconhecer os verdadeiros presentes: o amor, o cuidado, a presença e os gestos silenciosos que aquecem o coração. Que nunca falte tempo para abraços, nem ternura para oferecer.

Feliz Natal. 🎄✨

Maria Cristina de Oliveira

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  O tempo não para, e 2026 já emplacou, retomando a sua rotina normal após os excessos das festas de fim de ano e passados os primeiros quin...